sábado, 17 de setembro de 2011

Talvez, o vento leve tudo, e deixe tudo estável. Talvez ele deixe tudo como estava, mas como estava não ficaria. por ter passado. Ele não volta, o que foi levado não retornará. Mas marca. Ta marcado. Ta marcado, mas não tem nada combinado. Eu aprendo a cada dia, me diga meu amor, se me disser me viro como for... Me viro, eu não sou quadrada mas quem rola é a bola. E a bola ta achatada, e não rola. Se a bola se achatou, deixou de ser bola e um ovo virou? Mas o ovo não é achatado, mas é mais achatado que quadriculado. O quadrado é tão sem graça ele simplesmente não flui, tem sempre a base para para-lo, e a base tem quatro lados então a tendência é realmente ficar estagnado. Será que devo tentar arredonda-lo? mas é tempo perdido arredondar um quadrado se posso achar uma bola que flui com tanta facilidade... Mas por fluir com facilidade se perde fácil, na descida então, ela vai sem precisar nem de impulso, até alguma coisa para-la. Mas para voltar a rolar é só empurrar de novo, e ela vai sem culpa e sem destino.
A reflexão do que deve ou não continuar é em vão, não adianta procurar em horoscopos nem tentar ler a palma da sua mão. O destino gosta de surpreender, ele gosta de enganar quem quer tentar desvenda-lo. Que audácia querer prevê-lo, querer descobri-lo antes de fazer presente. Ousadia e besteira! Mas é do ser-humano tentar saber antes de acontecer, tentar prever o imprevisível. Mas demora tanto para crescer e entender para de uma hora para outra tudo se desfazer numa onda de sentimento e prazer que confunde até aquilo que se tinha a maior certeza. Você não sabe para onde ir, mas sabe que deve chegar em algum lugar,  a gente aprende tanto e o tempo passa e continuamos aprendendo, mas nunca é demais, nunca é suficiente. Se fosse suficiente que graça teria? O não saber de tudo que faz com que queiramos saber mais e mais, se expandir sempre. É aquela eterna sabedoria que nos deixa cada dia mais com sede, sede do saber, o saber que mesmo sabendo, você ainda não sabe quase nada. O melhor é viver. ''Deixa estar que o que for para ser vigora''

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