quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Analogia da chuva

Sinto o cheiro da chuva, a sensação de mudança no ar,'' ó umidade relativa do ar'', como você foi esperada! Mesmo que seja variável, nem sempre agrada a todos o tempo chuvoso, umido, nem todos gostam de mudança. Tem uns que gostam de se afogar nesse mar de secura, o clima andava tão seco que já estava afetando às pessoas que por aqui vivem... A chuva vem pra lavar, pra limpar aquilo que estava sujo, pra renovar aquilo que precisava mudar, dar força para aquilo que apesar de fraco, estava vivo, firme e forte. Por mais que o céu esteja nublado, tudo se parece tão mais claro, mais limpo. A clareza transparesse conforme a diminuição da poeira, a poeira que agora vira lama, mas a lama realmente suja não é como a poeira que apesar de não aparecer tanto está sempre ali presente, impedindo que a esqueça. O verde aparece de novo, com mais força, Cada vez mais puro, por estar sempre tendo que surportar a seca, quando as águas voltam a rolar, a sua intensidade se torna cada vez mais resistente a tudo que vem pela frente.

domingo, 25 de setembro de 2011

''Sei que o vento que entortou a flor''

Pois é, a flor que antes nascerá, da semente que tinha germinado sem querer, agora está sem pétalas, se enfraqueceu, perdeu a cor. A água que tenho para rega-la  não faz mais com que ela cresça. Vou ter que tirá-la do meu vazo e colocá-la no solo, lá fora, e deixar que a natureza tome conta. Não dá mais para interferir no seu crescimento se o condimento que tenho para fortalece-la não faz mais diferença, não influi mais no seu desenvolvimento. Por mais que eu adore a flor, ela não embeleza mais meu jardim, por não se desenvolver mais no lugar que eu posso oferece-la. Então a melhor solução é realmente me desfazer da flor, plantá-la em outro lugar e deixá-la viver sozinha, sem minha ajuda.
Mas eu sempre vou saber o lugar do qual plantei e vou poder passar lá só para vê-la, e perceber o quanto se desenvolveu, vou poder ver qual efeito da natureza no seu crescimento, já que ela não depende mais dos meus cuidados para crescer. Mas ela pode não se desenvolver tão bem lá fora, por vários empecilhos, mas não cabe mais a mim querer cultivá-la eu dei a minha chance mas ela não se fez satisfeita. E agora eu passo e vejo ela murcha, triste, mas não adianta, ela tá bem livre, ela quer minha ajuda mas não quer sair dali, quer meus cuidados mas não se sente preparada para minhas exigências.
Mas sempre vai ser A flor, que eu quis cuidar, quis cultivar e por um tempo embelezou meu jardim, me fez sorrir só por saber que ela estava ali, linda. A partir do momento que eu não a via mais encaixada, ela queria estar ali, mas ao mesmo tempo, não queria. Eu tive que me desfazer dela, tive que deixá-la ir .E como foi difícil planta-la em outro lugar sabendo que não vão ser mais só meus olhos que a vêem, sabendo que plantando-a em outro lugar, eu não teria mais poder sobre o que iria ou não acontecer com ela. Eu agora era uma simples telespectadora da bela flor, quando eu a via, depois de sair daqui, eu estava sempre de passagem, sempre que passava por ela, lembrava de tudo, desde o inicio, desde que a sua semente germinou até o momento que eu tive que me despedir. Não diria que é fácil essa situação, mas fico feliz por tê-la cultivado, por ter tentado, entendê-la. Uma flor é muito mais complexa do que parece.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Subjetividade

O complemento é necessário no que já está completo.  É como decoração, só se decora depois de estar montado. A estrutura tem que estar feita para depois ser necessário o ''enfeite''. Não adianta querer o quadro se você não tem a parede para pendurar.
A partir do momento que se sente completo, se deve sentir preparado para complementar, quando já esta formado, definido. Mas pode mudar, mas tem que ser para melhor, porque o complemento só se faz presente quando é positivo. O espírito é esse, a adição e troca, mútua sempre.Ajudar mutuamente! Não pode pesar para um lado só. É uma via de mão dupla, tudo que vai volta, todo aprendizado é compartilhado e complementado com novas percepções, diferentes formas.
Sabedoria é o que nos deixa vivo, e faz querer viver. A proporção das situações muda conforme a forma que as vê. A sensação é mutável, sempre! Não existe nada tão instável quanto a sensação. Cada hora se sente diferente, varia tanto, mas é incontrolável, instintivo. Complexidade feminina de manifestações de sentimentos embaraçados que geram essa confusão, encontrada em quem exerce o feminino como estilo de vida.
A cautela é necessária quando se trata de mulher, se trata de uma variedade intensa de sensações, princípios, ego, delicadeza. A subjetividade feminina é o que atrai, é o que diferencia. O que confunde e mata de curiosidade. Audácia seria a tentativa de compreensão da mulher, a complexidade se faz presente sempre. Toda essa magia, esse encanto. Estaria me enganando de dissesse que somos de fácil entendimento. A ideia não é querer entender e sim compreender, acalentar.

domingo, 18 de setembro de 2011

A transparência assusta, intimida. Quando se é transparente, quando se mostra, sem orgulho e com sinceridade, se abre espaço, fica vulnerável ao julgamento, e quem julga não transparece o que realmente é. Porque não se está aberto para julgamento e sim para julgar. E quem é apto a julgar? quem quer ver mas não quer mostrar? Acontece mais ou menos assim, foi-se o tempo que a melhor escolha era realmente a sinceridade a cima de tudo. Os valores mudaram o mais forte é aquele que não sente, que não está aberto, está fechado para a vida!

sábado, 17 de setembro de 2011

Talvez, o vento leve tudo, e deixe tudo estável. Talvez ele deixe tudo como estava, mas como estava não ficaria. por ter passado. Ele não volta, o que foi levado não retornará. Mas marca. Ta marcado. Ta marcado, mas não tem nada combinado. Eu aprendo a cada dia, me diga meu amor, se me disser me viro como for... Me viro, eu não sou quadrada mas quem rola é a bola. E a bola ta achatada, e não rola. Se a bola se achatou, deixou de ser bola e um ovo virou? Mas o ovo não é achatado, mas é mais achatado que quadriculado. O quadrado é tão sem graça ele simplesmente não flui, tem sempre a base para para-lo, e a base tem quatro lados então a tendência é realmente ficar estagnado. Será que devo tentar arredonda-lo? mas é tempo perdido arredondar um quadrado se posso achar uma bola que flui com tanta facilidade... Mas por fluir com facilidade se perde fácil, na descida então, ela vai sem precisar nem de impulso, até alguma coisa para-la. Mas para voltar a rolar é só empurrar de novo, e ela vai sem culpa e sem destino.
A reflexão do que deve ou não continuar é em vão, não adianta procurar em horoscopos nem tentar ler a palma da sua mão. O destino gosta de surpreender, ele gosta de enganar quem quer tentar desvenda-lo. Que audácia querer prevê-lo, querer descobri-lo antes de fazer presente. Ousadia e besteira! Mas é do ser-humano tentar saber antes de acontecer, tentar prever o imprevisível. Mas demora tanto para crescer e entender para de uma hora para outra tudo se desfazer numa onda de sentimento e prazer que confunde até aquilo que se tinha a maior certeza. Você não sabe para onde ir, mas sabe que deve chegar em algum lugar,  a gente aprende tanto e o tempo passa e continuamos aprendendo, mas nunca é demais, nunca é suficiente. Se fosse suficiente que graça teria? O não saber de tudo que faz com que queiramos saber mais e mais, se expandir sempre. É aquela eterna sabedoria que nos deixa cada dia mais com sede, sede do saber, o saber que mesmo sabendo, você ainda não sabe quase nada. O melhor é viver. ''Deixa estar que o que for para ser vigora''

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Variação

Se ao acaso ocorrer em qualquer momento, um arrependimento, não hesite em esquecer de me dizer. Se ocorrer o medo de me perder saiba que nunca tentou realmente conseguir, possuir. O medo gritou e a coragem faltou, infelizmente! Não houve a gente. Houve você, eu, mas o plural não se fez presente. Não vou mentir dizendo que a vontade está ausente, não seria sincero, seria pura vaidade de dizer o que é um fato, que não é explicado, nem deve ser questionado.
Aconteceu, o sentimento se perdeu e o seu amor enfraqueceu. O meu amor, por isso, se fortaleceu e desequilibrou. O desejo é mútuo mas a forma de exerce-lo é variável.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Malabares da vida

É como se fosse malabarista você joga as bolas pro alto e vai na sintonia, no ritmo, mas é inevitável que uma hora alguma vai cair, é a lei da gravidade, você não pode lutar contra ela mas pode melhorar a sua destreza fazendo com que a bola não caia tão frequentemente. Mas por mais técnica e reflexo que se tenha, o corpo cansa e faz com que se fique fraca e as bolas não dão descanso, enquanto elas estão no ar você tem que entrar no compasso e fazer com que elas continuem ali, voando. Mas são os movimentos da sua mão, do seu corpo, que decidem para que lado elas vão, mas não em que velocidade que elas voltam! Por mais que se tenha controle existem várias outras forças que influenciam no malabariar. E se as bolas não tiverem o mesmo peso, o malabares não fica tão equilibrado fazendo com que se tenha uma certa cautela ao jogar as bolas e manter o fluxo sendo que elas não estão equilibradas, mesmo isso não sendo correto, não se deve malabariar com bolas que não tenham o mesmo peso pois o compasso muda e a intensidade da força que se joga deve ser medida com muita atenção. Pois a tendência é você jogar todas na mesma força mas quando os pesos não são equivalentes a algo na sua mente que faz com que se jogue na mesma intensidade mas não é assim que deve ser, não está equilibrado, os pesos são distintos e para que se consiga joga-las, precisa compreende-las é preciso entender que cada uma tem um peso e que a força que se usa em uma é demais para a força que se usa em outra.

sábado, 3 de setembro de 2011

Fluxo de Pensamento 2

Sorrisos bobos, expressões conhecidas que querem dizer algo desconhecido, comentários com várias formas de interpretar, imensidão de pontos de vista, inúmeras sensações em milésimos de segundos eternos, mistura do querer com o desejo intenso de conquistar, medo de perder, vontade de continuar, o apego só se eleva e a companhia torna-se cada vez mais essencial.
Ideias que se formam na distancia e são completamente sem sentindo quando é a hora de exerce-las. A vontade não é de possuir é de ter por perto, é de sentir, de gostar e ser gostada. É de dizer tudo e ao mesmo tempo ficar calada só observando.