segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Depois de horas deslumbrada, sucumbida após vários tragos desnorteantes episódios traçantes de uma vida doce , curiosa atrás dos pontos cardeais dentro de um quadrado infinito busco perguntas, anseio questões sinestésicas, verdades puras, límpidas como a água de uma cachoeira jamais habitada, almejo trilhas inexistentes, caminhos alternativos que levam não ao encontro e sim à busca, a certeza da dúvida o estopim da confusão, a rota perigosa e embaraçada, a estrada que jamais será asfaltada, deslumbramento aonde só quem consegue alcançar, consegue enxergar. É um trabalho psicológico árduo onde o condicionamento não é físico e a força é de vontade! 
 Nego se for preciso princípios sem bases verdadeiramente sinceras, acredito na força do universo e de cada qual, admiro o poder natural do instinto, valorizo o simples que é belo e o que fraqueja e fortalece com tropeços e se concretiza a base de arranhões, busco sensações desconhecidas e repito infinitas vezes as deliciosas já conhecidas, mesmo estando na expectativa do novo aprendo, não facilmente, a valorizar o que "tenho",  a cuidar e manter, para que continue perto sendo em partes, meu!


É estranho olhar pra trás e ver que tem uma história inacabada, que tem alguma coisa que não foi concluída. Como se faltasse a peça que da forma ao quebra-cabeça, e o tempo vai passando mas a sensação se mantém, e o reencontro é como se fosse uma epifania, que sempre esteve ali. Mas ela cria forma quando os olhos se encontram quando os braços se magnetizam e o sorriso aparece. A culpa não é minha, nem dele. Simplesmente é instintivo, não cabe a nós o controle, e sim a conformação. O auto controle é muito fraco em relação ao incontrolável que me toma por inteira ao ouvir um simples ''bom dia, como você tá?'' com um sorriso lindo e uma cara de moleque danado que tá pronto pra aprontar, seguido de um abraço altamente constrangedor e estonteante. E antes mesmo de eu dizer qualquer coisa, ele já me observou da cabeça aos pés e já fez algum comentário relacionado a minha cara de tédio aliviado, ou ao meu cabelo desleixado. Melhor é quando ele percebe coisas que ninguém nunca percebeu, e lembra de coisas que você disse que nem mesmo você lembra. Essa atenção que ele demonstra me apaixona, que me chega a pensar que ele é o único homem que eu me relacionaria, se não fosse com ele, me contento com as mulheres. Que estranho pensar que seria ele, estranho gostar dos seus piores defeitos. É foda pensar que eu tive aquele, que eu penso tanto agora, de certa forma, ao meu dispor, querendo me agradar e me conhecer mais. E como sempre, acabei me auto boicotando e escolhendo o duvidoso o incerto o que me faz sofrer. O sofrimento que ele me causou, foi único e exclusivamente pela minha falta de amor próprio e descontentamento com a vida. E eu não descobri isso sozinha, ele precisou me dizer também. Retratos de um comportamento histérico

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Nada mais faz sentido agora, cada uma tem que viver sua vida, independente do que vivemos antes. Não cabe mais a nós insistir nisso, a saudade sempre vai enganar. Tenho que ser forte pra não ligar, não pensar, não sofrer tanto. Não adianta mais esperar que mude, não muda mais. Sinto como se meu corpo todo quisesse expulsar essa dor de mim, mas ela agora faz parte e me toma por inteira, me sinto corroendo aos poucos, esse medo me coagi, expulsa a felicidade que tem aqui dentro, ela ta escondida, a dor tá forte demais pra ela, ela não consegue ir contra, é intenso demais. O ar é pouco, ele entra rápido e sai mais ainda,  é como se não me preenchesse, me falta ar, me falta força aqui dentro pra lutar, pra conseguir dizer não e está certa que essa foi a melhor escolha.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Estava eu com o olhar cansado, cabisbaixo. Depois de uma noite mal dormida, toda torta, físico e psicologicamente falando. Depois de uma semana inteira de fortalecimento corporal e emocional na sexta eu sentia o resultado e o peso do esforço inalcançado. O frio invadiu tomando espaço, e me penetrou me coagindo, olhei na janela e o sol estava lá, brilhando e aquecendo e  que a sinestesia do frio era opção minha eu podeira não senti-lo. Mas fui eu quem me auto coagi e me entreguei voltando a deitar-me.

terça-feira, 22 de maio de 2012

TU, VÓS?

''TU PRISIONEIRO? TU?''
Serias tu?
Prisioneiro das suas próprias escolhas?
 Estaria pendurado nas suas decisões?
 Se encurralou no desejo?
 Se perdeu nas vontades?
Se viciou na sensação?
Se encontrou dentro de você?
Precisa dela pra ficar se satisfazer?

terça-feira, 1 de maio de 2012

i a c a b d o

Ouço o pio estridente, alto, como se estivesse do meu lado. Fui ver o que era, curiosa, passando pela porta do banheiro olhei aquela pequena janelinha, tinha um belo periquitinho verde, curioso, cauteloso, olhando de canto de olho como se tivesse procurando,tinha algo para fazer ali. Tentei me aproximar um pouco e ele percebendo meu movimento se movimentou também pelo lado de dentro da janela, eu então parei e respirei fundo e tentei passar pra ele que eu não ia machuca-lo nem mesmo invadir o espaço dele, mas a presença do belo passarinho me fez bem, me fez lembrar uma parte de mim que andava meio escondida, uma parte que é só minha que eu não tenho prestado muita atenção por estar preocupada com outras coisas, externas! Depois ele ''curiou'' mais um pouco e viu que já tinha mandado a mensagem que precisava, soltou mais um pio e voou. Deu vontade de voar junto, que liberdade incondicional, deu vontade de ser aquele passarinho, de ir de acordo com o vento, se preocupando somente com o que realmente importa e vivendo, simples assim.