É estranho olhar pra trás e ver que tem uma história inacabada, que tem alguma coisa que não foi concluída. Como se faltasse a peça que da forma ao quebra-cabeça, e o tempo vai passando mas a sensação se mantém, e o reencontro é como se fosse uma epifania, que sempre esteve ali. Mas ela cria forma quando os olhos se encontram quando os braços se magnetizam e o sorriso aparece. A culpa não é minha, nem dele. Simplesmente é instintivo, não cabe a nós o controle, e sim a conformação. O auto controle é muito fraco em relação ao incontrolável que me toma por inteira ao ouvir um simples ''bom dia, como você tá?'' com um sorriso lindo e uma cara de moleque danado que tá pronto pra aprontar, seguido de um abraço altamente constrangedor e estonteante. E antes mesmo de eu dizer qualquer coisa, ele já me observou da cabeça aos pés e já fez algum comentário relacionado a minha cara de tédio aliviado, ou ao meu cabelo desleixado. Melhor é quando ele percebe coisas que ninguém nunca percebeu, e lembra de coisas que você disse que nem mesmo você lembra. Essa atenção que ele demonstra me apaixona, que me chega a pensar que ele é o único homem que eu me relacionaria, se não fosse com ele, me contento com as mulheres. Que estranho pensar que seria ele, estranho gostar dos seus piores defeitos. É foda pensar que eu tive aquele, que eu penso tanto agora, de certa forma, ao meu dispor, querendo me agradar e me conhecer mais. E como sempre, acabei me auto boicotando e escolhendo o duvidoso o incerto o que me faz sofrer. O sofrimento que ele me causou, foi único e exclusivamente pela minha falta de amor próprio e descontentamento com a vida. E eu não descobri isso sozinha, ele precisou me dizer também. Retratos de um comportamento histérico
Nenhum comentário:
Postar um comentário