Às vezes me pego procurando escritores, músicos, pessoas que podem ter se expressado de alguma forma que eu me identifique com o momento que me encontro agora. Mas mesmo com extensas fontes e diversas variedades de expressões de sentimento ele consegue ser exclusivo, completamente individual. Ele caminha junto com a sensação que consegue ser eternamente mutável. É aquele momento que eu me olho no espelho e só falo pra mim, pra minha vida. Vem! Eu to preparada, mas por ser surpreendente demais digo que estou preparada sempre com um certo receio, mas sem medo de arriscar. Idéias fluem na minha cabeça e a vontade de expressão me vem a todo momento, e a única forma que encontro é a de escrever, pra soltar milhões de coisas que passam na minha cabeça. E cada dia mais percebo que as palavras do vocabulário são extensas demais, preciso ler demasiadamente pra conseguir me expressar por inteira. Talvez nunca consiga atingir o ápice de me expressar à ponto que o leitor entenda completamente o sentimento que me ocupava no momento em que me pus a escrever. Depois que a ideia é lançada, a responsabilidade da forma que vai ser interpretada não cabe mais a mim. Cada um tem uma opinião, somos bilhares de cabeças pensantes cada um com sua forma de expressão e de ''aliviar-se'' com os seus pensamentos e ideias, que invadem nossa cabeça a todo o tempo. Se eu pudesse materializar cada epifania cada fluxo de consciência que invade minha cabeça numa tarde tediosa de segunda feira em um ônibus calorento.
É tão mais bonito viver enxergando as coisas como poesias, contos, histórias. Vivemos em um livro e escrevemos uma página a cada dia, ou até três ou mais paginas. Tem dias que vivemos tanto e outros talvez consigamos resumir em uma pagina, talvez algumas linhas. Cada história, que se fosse bem contada, nos seus mínimos detalhes dariam uma bela história para ser lida.
A paixão e a decepção são altamente inspiradoras, juntas com o ''tédio'' e muita ansiedade podem gerar um grande romance que será lido por pessoas tediosas decepcionas ou apaixonadas ou tudo junto. Quando eu, particularmente, entro na ''fossa'', naquela que só se quer ficar em casa o dia inteiro, sofrer, chorar, reclamar e dizer que ''não está nada bem, e agora?'' Eu me ponho a escrever a jogar nos versos sentimentos que eu não quero mais pra mim, mas quero saber que um dia pude senti-los, poder ler depois e ver como tudo muda. O tempo todo. Aquele sentimento, aquela sensação que parecia ser urgente e torturante passou, o vento levou e dependendo, leio sendo leviana e com um ar de ''Como pode ter sido assim, eu realmente pensava assim, sentia isso'?'' Mas também escrevo pra poder ler um texto que fiz a 2 anos atrás e ver que não mudou nada, e que o sentimento ainda existe por mais que possa ter mudado a dimensão. Escrever é uma forma de, literalmente, marcar o passado. Pra que querer esquecer o passado? Ele foi uma parte da vida, e só somos assim, agora, porque temos o nosso passado, ele é parte importante e essencial para o futuro. Lembremos do passado para poder evoluir no presente e futuro.
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