terça-feira, 30 de agosto de 2011

Fluxo de pensamento

Línguas curiosas percorrem seu corpo, tentando mapear-te por inteira. Guardo o gosto daquela noite, daqueles dias que somente isso te bastava, tudo era novidade, a gente era novidade. Ah,( que isso) o seu cheiro era o único que eu queria sentir. É como se eu tivesse saído para uma viagem onde só existia você e eu e um universo de possibilidades na minha cabeça. Os seus lábios me davam sede de senti-los de novo e cada vez que eu sentia, a vontade era de repetir a sensação.Os seus olhos me instigavam cada vez mais tentando interpretar o que se passava em seu olhar, olhava não só para entender, quando para admirar. Admirei, admiro, admirarei. Os nossos olhos conversavam tão bem que as palavras seriam da boca para fora diante da intensidade do que se passava em nosso olhar, eu te sentia sem mesmo precisar encostar, eu ainda sinto. O seu corpo, ah ele sim, me dominava por inteira, é como se tivesse um magnetismo me atraindo, me levando para perto, e sem querer eu me aproximava, chegava bem perto, até o ponto que nossos corações batiam juntos, no mesmo compasso. E eu acabei me lançando na maré de sensações que se manifestavam em mim por inteira. E me deixei levar, quando não se pode nadar contra a correnteza só se deixa ir e ver até onde ela te leva. Deixei-me conduzir, fui conduzida pelo ritmo intenso em que me encontrava quando me via repetidas vezes refletindo sobre a mesma coisa, nós. Será que faço certo entrando nesse vício de pensamento, que mesmo abrindo varias portas, todas saem na mesma entrada. Se faço certo, se fiz certo, não seria digno me perguntar isso agora, nesse estágio que as coisas se encontram. Nem vou também me questionar o que devo fazer. É realmente confuso.

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